<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-5540199622672560094</id><updated>2011-09-08T12:28:59.749-07:00</updated><category term='Contagem decrescente'/><category term='&quot;Somos todos quem nos supusemos&quot;'/><category term='Tradução'/><title type='text'>Pecado Original</title><subtitle type='html'>"Somos todos quem nos supusemos"</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://pecadorig.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5540199622672560094/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pecadorig.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Brites Araújo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12824385559759733273</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_gB0DsHUnZz0/TOSw6PeAmYI/AAAAAAAAAEc/5aq45mqwJZ0/S220/DSC00713II.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>11</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5540199622672560094.post-7576432248106329922</id><published>2011-05-05T18:06:00.001-07:00</published><updated>2011-05-05T18:59:21.415-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tradução'/><title type='text'>Por que adoro os Açores</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-D7J9oVDDwkg/TcNJyYJ3mJI/AAAAAAAAAFk/1zS7sKsmr5E/s1600/A%2525E7ores%252520golfinhos%255B1%255D.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5603403491205159058" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-D7J9oVDDwkg/TcNJyYJ3mJI/AAAAAAAAAFk/1zS7sKsmr5E/s320/A%2525E7ores%252520golfinhos%255B1%255D.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; Há uns dias, uma amiga enviou-me mail com uma ligação para um artigo sobre os Açores, da autoria da romancista inglesa Joanne Harris.&lt;br /&gt;Publicado no &lt;em&gt;The Telegraph&lt;/em&gt;, em 2008, e intitulado "Why I adore the Azores", é uma peça de escrita que veicula aquela fase de enamoramento característica dos primeiros contactos com o(s) objecto(s) do nosso imaginário. Será, nesta perspectiva, um olhar afectado pelo deslumbramento e exotismo que os Açores suscitam em quem, vindo de buliçosas distâncias, os surpreende aquietados nesta imensidão de tempo e de mar.&lt;br /&gt;Apesar disto, para quem, como eu, tem nestas ilhas a raíz do ser e é com elas que se explica, não deixa de ser motivo de enleio amoroso e de um orgulho enternecido. E grato. Não tanto a Joanne Harris, como a esse assombroso acaso de nos existirmos aqui.&lt;br /&gt;Ao olhar da romancista poderá (terá) escapado uma miríade de pequenos (ou grandes) problemas que nos afectam, mas o seu coração enamorado foi, sem dúvida, sensível a muito da sua essência. Ficam as suas impressões, para nosso deleite, e as suas reflexões, para nossa própria reflexão.&lt;br /&gt;Deixo o &lt;em&gt;link&lt;/em&gt; para o artigo e também, porque a minha amiga mo pediu, a sua tradução (que procurei manter o mais fiel possível ao texto original).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.telegraph.co.uk/travel/destinations/europe/portugal/azores/736297/Why-I-adore-the-Azores.html"&gt;http://www.telegraph.co.uk/travel/destinations/europe/portugal/azores/736297/Why-I-adore-the-Azores.html&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;POR QUE ADORO OS AÇORES&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Sempre me senti fascinada por ilhas. Quanto mais pequenas e remotas, melhor. Os meus livros preferidos estavam repletos delas – desde &lt;em&gt;Robinson Crusue&lt;/em&gt; a &lt;em&gt;Em busca da Atlântida&lt;/em&gt; - e, na escola, a maior parte das minhas aulas de geografia passava-as a desenhar, às escondidas, mapas de ilhas imaginárias (e desabitadas, claro), complementadas por vulcões, grutas de piratas, baús de tesouros e águas infestadas de tubarões – tudo coisas familiares para quem cresceu com Júlio Verne, Herman Melville e Willard Price. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;E assim, é com uma estranha sensação de &lt;em&gt;dejá vu&lt;/em&gt; que aterro, com a minha filha de 13 anos, Anouchka, em São Miguel, a maior ilha dos Açores, um grupo de nove ilhas vulcânicas enfileiradas ao longo de cerca de 700 quilómetros, como se fossem um fabuloso colar no meio do oceano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As ilhas estão agrupadas em três grupos: para leste, São Miguel e Santa Maria; no grupo central, Terceira, Graciosa, São Jorge, Pico e Faial; as Flores e o Corvo no ocidental. Do ar parecem ser exactamente como as imaginei: debruadas a espuma do mar, pontuadas de vulcões de todos os tamanhos (alguns ainda fumegantes) e exibindo vastas extensões de um verde brilhante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A chegada ao aeroporto confirma a sua tranquilidade. É que, apesar das “Dez coisas mais fixes a encontrar num lugar” que constam da lista da Anouchka, escrita após as suas leituras sobre os Açores (sol radioso, vulcões activos, baleias assassinas, lagos de lamas borbulhantes, nadar com golfinhos, plantações de ananases, um mar mais azul do que o dos filmes e a excitante possibilidade de avistar uma caravela portuguesa – a maior e mais mortífera alforreca dos oceanos), o turismo parece ter tido ainda pouco impacto nestas ilhas. A vida aqui existe a um passo mais lento; os estrangeiros são acolhidos com agrado genuíno, há pouca vida nocturna e a criminalidade é praticamente inexistente. E a natureza informal, e em pequena escala, das excursões pela ilha aparece como a gloriosa mudança de um camião de transporte de gado para o betão Costas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A nossa viagem levar-nos-á a três das nove ilhas: São Miguel, Faial e Pico. São Miguel é a maior, e a sua capital, Ponta Delgada, recebe a maioria dos visitantes. É encantadora, como imagino que a Madeira fosse há 50 anos atrás, com a sua marina, o seu castelo, as suas ruas calcetadas como linhas das mãos, o seu mercado e lojas, os seus pequenos e amistosos cafés. E se isto é a capital, adorava ver as partes mais rurais; a hora de ponta dura cinco minutos e eu nunca vi condutores mais bem educados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Açores fazem parte de Portugal e existe uma forte identidade católica, com incenso e imagens de santos à venda em todo o quiosque e loja-de-esquina. Mas os santos açorianos são muito animados e há festas quase todos os dias. Na nossa primeira noite em Ponta Delgada, a Anouchka e eu jantámos na esplanada de um pequeno café, de onde (para além de nos termos deliciado com as melhores e mais frescas sardinhas assadas de sempre) fomos alegremente arrastadas por locais para um dos seus arraiais de rua, com dançarinos, músicos e acrobatas.&lt;br /&gt;Qualquer coisa é pretexto para festa, dizem, quando lhes pergunto que festa é aquela. Aqui, sabe, há tão pouco que fazer…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia seguinte, começariamos ambas a descobrir esse “pouco que fazer”. Os nossos amigos da véspera haviam sido modestos ou brincalhões; a ilha é gloriosa em todos os sentidos. Incrivelmente verde, é um paraíso para os jardineiros, para os agapantos, os lírios, o tomilho e as hortências, que crescem selvagens. E qualquer construção ao abandono ou árvore caída são rapidamente devorados pelas manhãs-de-glória roxas, que enxameiam tudo com uma rapidez quase tropical.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao longo dos quatro dias seguintes, visitámos plantações de ananases e de chá, sorvemos sumo de morango por uma cratera de vulcão, vimos as famosas lagoas gémeas (uma verde, outra azul), nas Sete Cidades, e escutámos a história triste e romântica de como foram formadas (os açorianos são grandes contadores de histórias e quanto mais tristes e românticas forem, melhor).&lt;br /&gt;Visitámos o sulfuroso Vale das Furnas, com as suas caldeiras borbulhantes de lama e de água, recordando-nos que, apesar de adormecidos, os vulcões dos Açores estão longe de estarem extintos. No restaurante Tony’s, saboreámos o ananás produzido localmente e morcela com inhames, cozidos sob a terra quente, do modo tradicional. E banhámo-nos na piscina termal do velho e gentil Hotel Terra Nostra, onde a água da nascente vem tão carregada de minerais que o fato de banho da Anouchka ficou literalmente enferrujado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao terceiro dia voámos para a Horta, ilha do Faial, no grupo central dos Açores. A viagem, a partir de São Miguel, tem a duração aproximada de uma hora e se alguma coisa deve ser dita é que esta pequena ilha parece ainda mais próxima da perfeição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viver aqui é como estar apaixonado, diz-nos o nosso guia; e nós vamos descobrir o que ele quis dizer. Conhecida como Ilha Azul, devido às suas sebes de hortências, o Faial oferece uma variedade espectacular de paisagens numa área tão pequena, com vales verdejantes e pastagens, de um lado, e os apocalípticos resultados de actividade vulcânica recente, do outro. Há um farol semi-soterrado em cinzas vulcânicas, uma faixa de deserto como uma lua marciana e fabulosos locais para nos banharmos em roda de toda a ilha – embora existam poucas praias, a lava corrente formou maravilhosas piscinas naturais, abrigadas do mar aberto, onde a Anouchka passou horas mergulhando, subindo às rochas e inspeccionando a vida marinha encurralada nas pequenas poças à volta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao anoitecer, a marina é o local certo para se estar. A vida nocturna é mais social do que sofisticada, e existe alguma variedade de restaurantes e bares. A comida nos Açores é melhor quando é simples. A gastronomia nos hotéis e restaurantes pode apresentar, com frequência, uma espécie de “qualidade escolar”, mas os cafés e bares servem, quase sempre, comida saborosa e económica. O Café Sport, na Horta, na frente-mar, é o favorito dos locais, oferecendo espetadas de marisco, excelentes bifes, cherne grelhado e saladas, tudo acompanhado com bom pão, queijo local e vinhos portugueses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Pico fica a um passo, e o horizonte da Horta é dominado pelo seu cone perfeito. É um vulcão saído directamente de Rider Haggard, e não resistimos à viagem do dia. Pode-se subir ao cume do vulcão, embora seja necessário tempo (cinco horas para a subida, dependendo da meteorologia, e metade disso para descer) e requeira o acompanhamento de um guia acreditado. Uma volta à ilha de taxi proporciona um pequeno, embora tentador, gostinho do Pico, incluindo extraordinárias vistas da montanha, lagoas, caldeira pequena e o famoso museu da baleia – ainda que a Anouchka e eu concordemos em que existem formas mais agradáveis de ver baleias no Pico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Avistar baleias é uma experiência única e disseram-nos que o Faial é o melhor local para o fazer. O nosso barco motorizado acomoda apenas oito pessoas, e os organizadores têm o cuidado de assegurar que as baleias não são perturbadas pela presença dos observadores. Não é permitido mais do que um barco em simultaneo e mantém-se sempre uma determinada distância. Fico impressionada pelo cuidado e sensibilidade demonstrados pelos nossos guias e pela consciência de que é um privilégio raro observar estes mamíferos gigânticos no seu habitat natural.&lt;br /&gt;A vida marinha dos Açores é espectacularmente variada; cerca de 25 espécies diferentes de baleias visitam as ilhas, e na nossa primeira viagem avistámos cachalotes, baleias de bico, baleias piloto e golfinhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Digo primeira viagem. Ninguém consegue resistir a uma segunda – de facto, nós as duas teríamos feito, de bom grado, a mesma viagem todos os dias, durante a semana inteira, observando diferentes tipos de vida marinha em cada um deles: peixes-voadores, tartarugas marinhas, roazes - . Mas a nossa última viagem será ainda mais empolgante – porque, de regresso a São Miguel, inscrevemo-nos para ir nadar com estas criaturas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ponto alto das nossas férias: no mesmo tipo de barco a motor que usámos no Pico, seis de nós fizemo-nos ao mar alto. A viagem tomará toda a tarde, e embora não sejam permitidas mais do que duas pessoas ao mesmo tempo dentro de água, teremos todos várias oportunidades de nadar. Mas, primeiro, há que encontrar os golfinhos e nós rezamos para que estejam de humor afim da brincadeira. A qualquer sinal de ansiedade, devemos retirar-nos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levámos uma hora para encontrarmos o nosso primeiro cardume. São golfinhos riscados e eu e a Anouchka somos as primeiras a ir nadar. Descemos cuidadosamente, para não os assustar, e entramos na água de uma tepidez quase tropical.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mergulhamos e a sua súbita escala espanta. A água é de um azul luminoso e tão clara quanto a vista alcança. Onde estamos, a profundidade é entre os 900 e 2000 metros – território de Júlio Verne – e o simples facto de estar aqui é experimentar uma espécie de alegria amedrontada. Os golfinhos, no entanto, parecem ter-se evaporado – depois, de repente, vejo-os de novo. Nadando a alguma distância abaixo de mim, um grupo de 20 ou mais, presta pouca atenção a esta nadadora deselegante. E cantam. Posso ouvi-los perfeitamente; uma longa e alta nota ressonante, que corta, aguda, a água. A Anouchka faz-me um grande okay com o polegar; ela ouve-os também, e nós seguimo-los por cinco minutos ou mais, até que o cardume se afasta e regressamos ambas ao barco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Repetimos a experiência seis vezes nesse dia, e outras cinco no dia seguinte. Encontrámos rorazes e golfinhos pintados, e nadámos com uns e com os outros. Alguns aproximaram-se bastante de nós. Mas nada bate aquele primeiro contacto com outra espécie no seu próprio elemento. É um sentimento estranho, íntimo, quase religioso, e eu sei que perdurará em mim durante muito tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A questão, no entanto, é esta: por quanto tempo durará este pequeno idílio? Poderá ser que a tendência romântica que prevalece aqui esteja finalmente a atingir-me, mas, depois disto, sinto uma quase relutância em escrever sobre estas ilhas, como se, ao evitá-lo, estivesse a ajudá-las a preservar essa qualidade de &lt;em&gt;Brigadoon&lt;/em&gt; que lhes confere o seu encanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque, reparem, é a escala das coisas que faz os Açores serem tão diferentes e especiais. Com apenas umas dúzias de turistas de cada vez é aceitável que um restaurante sirva comida cozinhada numa panela soterrada a meia encosta da montanha; ou que uma empresa de turismo dispense seis horas, um barco e dois colaboradores para que quatro ou cinco pessoas possam nadar com golfinhos. Mas tentem qualquer uma destas coisas em grande escala, e em breve nenhuma delas será possível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, eu não posso evitar sentir que, de alguma forma, assisti aos últimos dias da Atlântida – abençoadamente livre (mas por quanto tempo?) dos excessos do século XXI. E é com uma sentida prece ao deus das coisas pequenas que eu e a Anouchka embarcámos de regresso a casa: por favor guarda estas ilhas como elas estão. Pefeitas – para sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5540199622672560094-7576432248106329922?l=pecadorig.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pecadorig.blogspot.com/feeds/7576432248106329922/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pecadorig.blogspot.com/2011/05/por-que-adoro-os-acores.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5540199622672560094/posts/default/7576432248106329922'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5540199622672560094/posts/default/7576432248106329922'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pecadorig.blogspot.com/2011/05/por-que-adoro-os-acores.html' title='Por que adoro os Açores'/><author><name>Brites Araújo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12824385559759733273</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_gB0DsHUnZz0/TOSw6PeAmYI/AAAAAAAAAEc/5aq45mqwJZ0/S220/DSC00713II.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-D7J9oVDDwkg/TcNJyYJ3mJI/AAAAAAAAAFk/1zS7sKsmr5E/s72-c/A%2525E7ores%252520golfinhos%255B1%255D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5540199622672560094.post-4964401243945051147</id><published>2010-12-11T20:55:00.000-08:00</published><updated>2010-12-11T21:56:41.769-08:00</updated><title type='text'>Revoada</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_gB0DsHUnZz0/TQRcijCi0VI/AAAAAAAAAFM/-qY66MuPsvY/s1600/revoada%255B1%255D.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 197px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5549662389418512722" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_gB0DsHUnZz0/TQRcijCi0VI/AAAAAAAAAFM/-qY66MuPsvY/s320/revoada%255B1%255D.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; No dia em que os delegados de seis países sul-amercianos reuniram nas Galápagos para debaterem o impacto das mudanças climáticas na Antártida, e um dia depois da Biblioteca do Vaticano, completamente equipada com tecnologia de ponta, ter sido reaberta, o que restava de um polícia reformado da Madeira era entregue, não se sabe se de acordo com vontade expressa, aos rituais da morte.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Cerca de 2000 quilómetros a nordeste, uma andorinha retardatária riscou por momentos o céu, em direcção a um beiral indeterminado. Para lá da serra, a caminho do mar, e apesar de Galileu, o sol prosseguiu o seu trajecto habitual, deixando no azul o sinal áureo da retirada. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Uma das mulheres olhou o rio: "de silêncio, só, e de água é o mundo", pensou. E enviou o rio para o outro lado do mar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Um pulsar agitou os pássaros já adormecidos em todas as árvores. Revoada.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Negros irrompem os olhos de Setembro.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5540199622672560094-4964401243945051147?l=pecadorig.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pecadorig.blogspot.com/feeds/4964401243945051147/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pecadorig.blogspot.com/2010/12/negros-irrompem-os-olhos-de-setembro.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5540199622672560094/posts/default/4964401243945051147'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5540199622672560094/posts/default/4964401243945051147'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pecadorig.blogspot.com/2010/12/negros-irrompem-os-olhos-de-setembro.html' title='Revoada'/><author><name>Brites Araújo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12824385559759733273</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_gB0DsHUnZz0/TOSw6PeAmYI/AAAAAAAAAEc/5aq45mqwJZ0/S220/DSC00713II.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_gB0DsHUnZz0/TQRcijCi0VI/AAAAAAAAAFM/-qY66MuPsvY/s72-c/revoada%255B1%255D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5540199622672560094.post-4996037574699094840</id><published>2010-11-17T21:23:00.000-08:00</published><updated>2010-11-17T22:57:17.660-08:00</updated><title type='text'>Poque o Natal de aproxima...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_gB0DsHUnZz0/TOTEs4DofsI/AAAAAAAAAFE/PvBpV0Wss7U/s1600/25595_1259144706%255B1%255D.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 194px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5540769716813463234" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_gB0DsHUnZz0/TOTEs4DofsI/AAAAAAAAAFE/PvBpV0Wss7U/s320/25595_1259144706%255B1%255D.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Um Natal Encantado&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O narrador de &lt;em&gt;A Maior Flor do Mundo&lt;/em&gt; (história para a infância da autoria de José Saramago), após meta-reflectir, de forma breve e ajustada ao seu destinatário, sobre as coordenadas da escrita para crianças, confessa: "Quem me dera saber escrever essas histórias, mas nunca fui capaz de aprender, e tenho pena. Além de ser preciso saber escolher as palavras, faz falta um certo jeito de contar, uma maneira muito certa e muito explicada, uma paciência muito grande (...)". Esta confissão, estranha na voz que enuncia e que, portanto, materializa verbalmente a história e determina a sua existência (podendo, embora, ecoar o tópico da &lt;em&gt;captatio benevolentia&lt;/em&gt;), serve sobretudo para justificar, mais adiante, a convicção de que a história não cabe, nem se esgota, no que é narrado; antes, constrói-se num espaço de (re)encontros, cumplicidades e intersubjectividades, onde narrador, leitor e narrado convocam e conjuram mundos imaginados, visitados e revisitados, escritos e reescritos, num dialogismo redondo que vai inventando o fenómeno literário, e que é a essência da literatura: "Este era o conto que eu queria contar. (...) Quem sabe se um dia virei a ler outra vez esta história, escrita por ti que me lês, mas muito mais bonita?"&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;A questão da intertextualidade, ou (para não chocar puristas) essa espécie de palimpsesto, que afecta a criação literária parece não só legitimada pela natureza co-construída dos universos literários, como concorre para perspectivar a leitura como fundamento dessa mesma criação. Como dizia para si próprio Franciso, personagem de &lt;em&gt;O Canteiro dos Livros&lt;/em&gt;, de José Jorge Letria: "Se eu um dia quiser tornar-me escritor, terei de ser, antes de mais nada, um grande leitor, porque um escritor é sempre um leitor de muitos, muitos livros, e se deixar de o ser, acabará também por deixar de escrever, mais tarde ou mais cedo.".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Um Natal Encantado, &lt;/em&gt;de Susana Teles Margarido (Edições Livro Directo), surge aos leitores como exemplo do manancial imaginário resultante dessa condição/binómio leitor-escritor. Curiosa pedra de roseta, este conto resulta da (na) evocação contínua não só dos mundos fantásticos e maravilhosos que preenchem o imagniário dos contos infantis, como da (na) identificação do mito enquanto instância vital e fundadora: espaço genesíaco da narrativa, a partir do qual é possível fundir e difundir a multiplicidade de textos percebidos. Assim, a floresta, onde António, o menino, é acolhido e constituído seu único habitante humano, surge aqui como o mundo primordial, o éden -"Era a mais deslumbrante floresta do mundo, onde todos os habitantes viviam em perfeita harmonia." - génese da narrativa, mas também ponto de partida para a viagem iniciática (e, de certa forma, transgressora) que o menino empreende, e que lhe vai possibilitar o conhecimento do mal, do materialismo, da dor, da indiferença, da pobreza, do abandono e da solidão que afectam a condição humana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o que parece mais interessante, comovente até, nesta narrativa é o facto de o seu sentido resultar da convivência textual de seres tradicionalmente consignados a narrativas e contextos diversos, possibilitando ao leitor não só o apoderar-se de mundos e de potenciais identitários tão diferentes quanto os seres que os povoam, como o desfrute, que chega a ser sensorial, da sua co-criação. As fadas, os duendes, os gnomos, os anões, os unicórnios e os cavalos alados, mas também o Pai Natal, o menino abandonado e a menina orfã transportam-nos para momentos únicos e irrepetíveis do nosso percurso de leitores, e recuperam, para a nossa &lt;em&gt;casa dos espíritos pessoal&lt;/em&gt;, diálogos há muito, ou apenas, interrompidos com, por exemplo, os Grimm, Hans Christian Andersen ou Rudyard Kipling.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Creio ser neste aspecto que a obra desta autora (este conto em particular) se revela de grande generosidade para com o leitor: não só na busca constante da convocação de vozes e mundos, como na preocupação de partilha e no desafio à co-construção. De resto, como defende Jorge Luís Borges, "um livro não é uma entidade fechada: é uma relação, um centro de inumeráveis relações, o meu eu de leitor some-se no mar imenso dos «possessos» ou «recriadores» de Literatura, esta já não é o reino do indivíduo, mas o reino do colectivo, do universal, duma «eternidade» em que o sonho humano se projecta e, de certo modo, se realiza.".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, o elemento pictórico, tão ao gosto infantil de evocar o visto, o vivido e o imaginado, reveste-se de importância fundamental neste conto, mantendo com a narrativa uma relaçãp de intermutabilidade, numa complicidade tão estreita que funciona, em si, como elemento dissociável dessa mesma narrativa. As belíssimas ilustrações de Sandra Serra concorrem, assim, para esse diálogo a várias vozes, funcionando, tambén elas, como a mais recente de uma pilha de telas sob as quais o leitor revisita a miríade de imagens, pictóricas e fílmicas, que concorrem para dar forma, cor e luz ao seu imaginário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, numa altura em que se discute o futuro do livro em suporte de papel (por interferência das potencialidades digitais), faz todo o sentido revelar o cuidado posto na edição, na sua existência tangível, até porque, como afirma Romano Guardini, "quem ama o livro, toma nas suas mãos a coisa assim chamada (...) com um sentimento de calma familiaridade. Sente-o como uma criatura, por quem se tem respeito e de quem se cuida, e cuja presença corpórea é causa de alegria.".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentemo-nos, então, sob um céu iluminado por milhares de flocos reluzentes, numa floresta resplandecente de seres maravilhosos e fantásticos, e deixemo-nos levar, à descoberta da verdadeira magia do Natal, por este conto de Susana Teles Margarido, que é, simultaneamente, uma incursão ao mundo fabuloso do imaginário infantil, um apelo aos sentidos e um delicioso exercício narrativo para quantos adultos ainda prezem a fórmula encantada do "Era uma vez..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brites Araújo &lt;em&gt;in Correio dos Açores&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5540199622672560094-4996037574699094840?l=pecadorig.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pecadorig.blogspot.com/feeds/4996037574699094840/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pecadorig.blogspot.com/2010/11/poque-o-natal-de-aproxima.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5540199622672560094/posts/default/4996037574699094840'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5540199622672560094/posts/default/4996037574699094840'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pecadorig.blogspot.com/2010/11/poque-o-natal-de-aproxima.html' title='Poque o Natal de aproxima...'/><author><name>Brites Araújo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12824385559759733273</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_gB0DsHUnZz0/TOSw6PeAmYI/AAAAAAAAAEc/5aq45mqwJZ0/S220/DSC00713II.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_gB0DsHUnZz0/TOTEs4DofsI/AAAAAAAAAFE/PvBpV0Wss7U/s72-c/25595_1259144706%255B1%255D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5540199622672560094.post-4974576877251384617</id><published>2010-11-17T20:26:00.000-08:00</published><updated>2010-11-17T20:43:49.599-08:00</updated><title type='text'>Inquietilhada</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_gB0DsHUnZz0/TOSrC1-yvsI/AAAAAAAAAEU/AnvFeFgPgzk/s1600/2746371%255B1%255D.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 379px; DISPLAY: block; HEIGHT: 265px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5540741506911092418" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_gB0DsHUnZz0/TOSrC1-yvsI/AAAAAAAAAEU/AnvFeFgPgzk/s320/2746371%255B1%255D.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Hoje acordei procurando barcos no mar. Um espasmo dos sentidos, um alarme de ilha e a finitude tangível destes horizontes basálticos. Num pulsar de água, surpreendo-me esperando em Avalon, a das róseas névoas, a da magia primordial. Mas que rei, que espada, que feiticeira ou que ilha me aguardarão? Inquietude de me aquietar nesta inquietação...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ah, esta imperceptível lucidez matinal, este cansaço anterior a tudo que me acorda com barcos de partir e de voltar.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5540199622672560094-4974576877251384617?l=pecadorig.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pecadorig.blogspot.com/feeds/4974576877251384617/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pecadorig.blogspot.com/2010/11/inquietilhada.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5540199622672560094/posts/default/4974576877251384617'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5540199622672560094/posts/default/4974576877251384617'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pecadorig.blogspot.com/2010/11/inquietilhada.html' title='Inquietilhada'/><author><name>Brites Araújo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12824385559759733273</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_gB0DsHUnZz0/TOSw6PeAmYI/AAAAAAAAAEc/5aq45mqwJZ0/S220/DSC00713II.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_gB0DsHUnZz0/TOSrC1-yvsI/AAAAAAAAAEU/AnvFeFgPgzk/s72-c/2746371%255B1%255D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5540199622672560094.post-3537433341175508821</id><published>2009-10-13T21:33:00.000-07:00</published><updated>2009-10-19T09:16:07.520-07:00</updated><title type='text'>Às vezes é tarde de mais...</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_gB0DsHUnZz0/StvvAjl4CjI/AAAAAAAAACw/sVtc8-9W-IQ/s1600-h/quadro_antonia_celia%5B1%5D.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5394167771539442226" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 306px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_gB0DsHUnZz0/StvvAjl4CjI/AAAAAAAAACw/sVtc8-9W-IQ/s320/quadro_antonia_celia%5B1%5D.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;The too late poem&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;Nothing in the room can go back.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;The ashes couldn't be paper again,&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;the paper couldn't return to its parental linen rags.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;That arrow doesn't reverse: the linen&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;could never again be a possibility&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;waiting, alive, inside the field of flax.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;Whatever's recently happened&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;in the room is beyond the boundary of this poem,&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;but we know this: its people can't go back&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;to who they were before. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;And the ligght,&lt;/em&gt;&lt;em&gt;here, now, or any light as the day goes forward,&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;yours, or mine ... it can't regain its first existence,&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;at the start of things: an innocence.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;For once it touches the world, it becomes complicit.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:85%;"&gt;Albert Goldbarth: The Kitchen Sink and New Selected Poems&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Não é que Goldbarth surpreenda pelo pensamento iluminado, ou nos inquiete a existência com propostas de um novo olhar sobre as coisas. A sua mensagem não perturba, e se nos agita é só no sentido da evidência, do óbvio. Por isso ficamos a olhar para o poema sem percebermos imediatamente por que razão ele fica ali, latente, à espera.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Quando voltamos a ele, é talvez a sua estranha textura que prende, o "despudor" das palavras coloquiais a desaguarem repentinamente no potencial estético da sua própria essência (&lt;em&gt;a possibility waiting, alive&lt;/em&gt;... ). E é este potencial que, penso, tem a extraordinária capacidade de resgatar, de entre o "palavreado", duas ou três combinações que se bastam como poema, como se constituíssem a sua própria catarse.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;*****&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Mas este poema aparece aqui a propósito de uma série de trivialidades que dei por mim a pensar (e que, pior, vou dizer): alguém falava, há alguns dias, de uma secretária subitamente vazia num local de trabalho. Durante alguns anos, havia lá estado uma pessoa. Mas, de repente, essa pessoa já lá não estava, nem voltaria a estar. Comentava-se a “estranheza” causada pela ausência, a percepção de que (coitada) até era boa pessoa. Só que nunca tinha dado muito para falarem (sabes como é…). Sim, sei como é. (E agora, coitada…). Pois é… e vem-me à cabeça uma série de e-mails com &lt;em&gt;powerpoints&lt;/em&gt;, em português do Brasil, delicodoces e cheios de erros, com que alguém faz o favor de nos encher a caixa de correio todos os dias. E vem-me, também, à cabeça “The too late poem”, pescado do “baú” onde se guarda o que se vai lendo e, supostamente, esquecendo. Fica-me cá dentro a matraquear, o título bem presente, o resto mais uma impressão do que a certeza da oportunidade. Mas fui buscá-lo, e aqui o deixo. A ele e às trivialidades que, tenham paciência, vim de propósito para dizer:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É desperdício (e estupidez) esta mania de nos cegarmos para o que nos está próximo e nos é familiar. Quarto, cinzas, linho, luz, pessoas, gestos, afectos, tudo tão habitual, tudo tão… sempre lá, tão garantido, que nos permitimos insistente e repetidamente ignorá-los. E quando damos por isso… é tarde de mais. Restam espaços vazios que, no mínimo, incomodam, abrem brechas e desabrigam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas se tudo é irrecuperável e irreversível, ao menos que fique a “crença” de que é possível revisitar o tempo e o sentir de cada poema. Porque esses não perdem a sua essência, nem se alteram. E por isso são verdade.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5540199622672560094-3537433341175508821?l=pecadorig.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pecadorig.blogspot.com/feeds/3537433341175508821/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pecadorig.blogspot.com/2009/10/as-vezes-e-tarde-de-mais.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5540199622672560094/posts/default/3537433341175508821'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5540199622672560094/posts/default/3537433341175508821'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pecadorig.blogspot.com/2009/10/as-vezes-e-tarde-de-mais.html' title='Às vezes é tarde de mais...'/><author><name>Brites Araújo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12824385559759733273</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_gB0DsHUnZz0/TOSw6PeAmYI/AAAAAAAAAEc/5aq45mqwJZ0/S220/DSC00713II.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_gB0DsHUnZz0/StvvAjl4CjI/AAAAAAAAACw/sVtc8-9W-IQ/s72-c/quadro_antonia_celia%5B1%5D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5540199622672560094.post-1232922654278352289</id><published>2009-06-27T20:21:00.001-07:00</published><updated>2010-11-17T23:05:29.826-08:00</updated><title type='text'>"Minha Querida Avó" (mais a Susana e a Joana)</title><content type='html'>&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 9px; DISPLAY: block; HEIGHT: 10px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5540752197165110370" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_gB0DsHUnZz0/TOS0xGR91GI/AAAAAAAAAE8/JX6HxLO1Gwo/s320/25595_1259144706%255B1%255D.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_gB0DsHUnZz0/Skbim5Rn1kI/AAAAAAAAABg/MosR0oqOs-M/s1600-h/P6180299.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5352214365014054466" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_gB0DsHUnZz0/Skbim5Rn1kI/AAAAAAAAABg/MosR0oqOs-M/s320/P6180299.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;A Susana não pára! Depois da versão em inglês d'&lt;em&gt;O Menino Perdido &lt;/em&gt;(que tive o prazer de traduzir), foi ao Porto lançar &lt;em&gt;Minha Querida Avó. &lt;/em&gt;Apresentado ao público no &lt;em&gt;Corte Inglés&lt;/em&gt; de Gaia, a 1 de Junho, o livro conheceu os seus leitores &lt;em&gt;da casa&lt;/em&gt; na Biblioteca Pública de Ponta Delgada e no Colégio de S. Francisco Xavier, a 17 e 18, respectivamente. Aqui, a autora reuniu centenas de crianças (e avós) que a brindaram com desenhos e dramatizações da sua história. Mas as surpresas com &lt;em&gt;Minha Querida Avó&lt;/em&gt; iriam continuar: então não é que Marcelo Rebelo de Sousa incluiu o livro n' &lt;em&gt;As Escolhas de Marcelo&lt;/em&gt;?! E se é verdade que nunca me deu para analisar os gostos literários do Professor, não deixa de ser caso para festa. Bravo, Susana!&lt;br /&gt;&lt;a href="http://ww1.rtp.pt/blogs/programas/escolhasmarcelo/?k=Livros-recomendados-no-programa-de-14-06-2009.rtp&amp;amp;post=1951"&gt;http://ww1.rtp.pt/blogs/programas/escolhasmarcelo/?k=Livros-recomendados-no-programa-de-14-06-2009.rtp&amp;amp;post=1951&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5540199622672560094-1232922654278352289?l=pecadorig.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pecadorig.blogspot.com/feeds/1232922654278352289/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pecadorig.blogspot.com/2009/06/minha-querida-avo-mais-susana-e-joana.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5540199622672560094/posts/default/1232922654278352289'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5540199622672560094/posts/default/1232922654278352289'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pecadorig.blogspot.com/2009/06/minha-querida-avo-mais-susana-e-joana.html' title='&quot;Minha Querida Avó&quot; (mais a Susana e a Joana)'/><author><name>Brites Araújo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12824385559759733273</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_gB0DsHUnZz0/TOSw6PeAmYI/AAAAAAAAAEc/5aq45mqwJZ0/S220/DSC00713II.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_gB0DsHUnZz0/TOS0xGR91GI/AAAAAAAAAE8/JX6HxLO1Gwo/s72-c/25595_1259144706%255B1%255D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5540199622672560094.post-4702731640717426635</id><published>2009-02-01T18:09:00.000-08:00</published><updated>2009-07-11T17:17:59.335-07:00</updated><title type='text'>A memória é onde (nos) existimos sem equívocos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_gB0DsHUnZz0/SYZni9R6fZI/AAAAAAAAABI/NCjP8dC-brQ/s1600-h/755740%5B1%5D.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5298035861910879634" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 214px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_gB0DsHUnZz0/SYZni9R6fZI/AAAAAAAAABI/NCjP8dC-brQ/s320/755740%5B1%5D.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Hoje acordei com necessidade de “me sozinhar”. Não me refiro a estar só, sem ninguém à volta, a ir desacompanhada ilha fora, ou a outras estratégias semelhantes; não, refiro-me àquele movimento de nos aquietarmos dentro de nós mesmos e tentarmos perceber… Por isso, agarrei na música e instalei-me no seu espaço, que é dos poucos onde é possível perceber-me com os sentidos todos. E por dentro dessa “coisa sinestésica”, percebi-me. Não naquilo que sou, mas naquilo que “é em mim”: uma espécie de azul d’água onde ecoa a memória de tudo, uma nostalgia estranha e imprecisa, balançada entre o que foi e o que está por existir.&lt;br /&gt;E é numa vertigem lúcida, viagem de regresso ao “ovo inconsútil”, que me deparo com a origem daquilo que nos move, explica e verdadeiramente inquieta: a demanda de um tempo original que, por mais distante, esbatido e improvável é sempre, e fatalmente, o tempo desejado.&lt;br /&gt;Acho que a memória é onde (nos) existimos sem equívocos. Acho, não tenho a certeza...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S. - Só para que conste: estou-me nas tintas se o existencialismo já passou ou se tudo isto é anacrónico. Eu (acho) que sou anacrónica. Não venha outro mal ao mundo...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5540199622672560094-4702731640717426635?l=pecadorig.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pecadorig.blogspot.com/feeds/4702731640717426635/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pecadorig.blogspot.com/2009/02/memoria-e-onde-nos-existimos-sem.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5540199622672560094/posts/default/4702731640717426635'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5540199622672560094/posts/default/4702731640717426635'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pecadorig.blogspot.com/2009/02/memoria-e-onde-nos-existimos-sem.html' title='A memória é onde (nos) existimos sem equívocos'/><author><name>Brites Araújo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12824385559759733273</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_gB0DsHUnZz0/TOSw6PeAmYI/AAAAAAAAAEc/5aq45mqwJZ0/S220/DSC00713II.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_gB0DsHUnZz0/SYZni9R6fZI/AAAAAAAAABI/NCjP8dC-brQ/s72-c/755740%5B1%5D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5540199622672560094.post-1493707820639457645</id><published>2009-01-05T14:11:00.001-08:00</published><updated>2009-01-05T15:27:29.442-08:00</updated><title type='text'>"Teoria do Caos"</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_gB0DsHUnZz0/SWKW_LqUymI/AAAAAAAAABA/3fzV-xdQjks/s1600-h/borboleta[1].gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5287954924692621922" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 230px; CURSOR: hand; HEIGHT: 159px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_gB0DsHUnZz0/SWKW_LqUymI/AAAAAAAAABA/3fzV-xdQjks/s320/borboleta%5B1%5D.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Tempo de "arrumar" os bolsos, deitar fora todos aqueles papelinhos inúteis que fomos guardando ao longo do tempo, não sabendo bem porquê, nem para quê. Pequenas e inconsequentes inutilidades tão persistentemente coleccionadas que acabam por nos encher os bolsos... de nada. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;(Ou não é nada disto, e é apenas uma borboleta a agitar as asas, lá do outro lado do mundo).&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5540199622672560094-1493707820639457645?l=pecadorig.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pecadorig.blogspot.com/feeds/1493707820639457645/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pecadorig.blogspot.com/2009/01/teoria-do-caos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5540199622672560094/posts/default/1493707820639457645'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5540199622672560094/posts/default/1493707820639457645'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pecadorig.blogspot.com/2009/01/teoria-do-caos.html' title='&quot;Teoria do Caos&quot;'/><author><name>Brites Araújo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12824385559759733273</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_gB0DsHUnZz0/TOSw6PeAmYI/AAAAAAAAAEc/5aq45mqwJZ0/S220/DSC00713II.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_gB0DsHUnZz0/SWKW_LqUymI/AAAAAAAAABA/3fzV-xdQjks/s72-c/borboleta%5B1%5D.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5540199622672560094.post-8908135861938634011</id><published>2008-12-30T18:36:00.000-08:00</published><updated>2009-07-11T17:21:39.497-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contagem decrescente'/><title type='text'>"Deixo Sísifo no sopé da montanha"</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_gB0DsHUnZz0/SVrbbWQZIHI/AAAAAAAAAAU/EOSBfLmiRcY/s1600-h/sysiphus%5B1%5D.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5285778375549984882" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 245px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_gB0DsHUnZz0/SVrbbWQZIHI/AAAAAAAAAAU/EOSBfLmiRcY/s320/sysiphus%5B1%5D.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; 31 de Dezembro, Cimo da Montanha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pela encosta, um ronco de pedra como uma Torre de Babel. Daqui a pouco, os deuses hão-de descodificar-nos, em ondas electromagnéticas, a composição dessa massa imensa que apenas acabámos de fazer chegar ao cume. Californianos suspensos do &lt;em&gt;The Big One&lt;/em&gt;, sossegaremos, então, nesta Caixa de Pandora por abrir e iniciaremos a descida à planície.&lt;br /&gt;E como o Sísifo de Camus, será durante esse regresso que nos encheremos de absurdo e de trágico, na consciência de que algures, lá em baixo, entre champanhe, abraços e fogo de artifício, celebraremos, de novo e uma vez mais, o reencontro com o nosso fardo...&lt;br /&gt;Feliz Ano Novo!&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5540199622672560094-8908135861938634011?l=pecadorig.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pecadorig.blogspot.com/feeds/8908135861938634011/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pecadorig.blogspot.com/2008/12/deixo-ssifo-no-sop-da-montanha.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5540199622672560094/posts/default/8908135861938634011'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5540199622672560094/posts/default/8908135861938634011'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pecadorig.blogspot.com/2008/12/deixo-ssifo-no-sop-da-montanha.html' title='&quot;Deixo Sísifo no sopé da montanha&quot;'/><author><name>Brites Araújo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12824385559759733273</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_gB0DsHUnZz0/TOSw6PeAmYI/AAAAAAAAAEc/5aq45mqwJZ0/S220/DSC00713II.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_gB0DsHUnZz0/SVrbbWQZIHI/AAAAAAAAAAU/EOSBfLmiRcY/s72-c/sysiphus%5B1%5D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5540199622672560094.post-683815001925031087</id><published>2008-12-27T21:42:00.000-08:00</published><updated>2008-12-27T22:12:06.083-08:00</updated><title type='text'>A (des)propósito e porque é Natal...</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;O NATAL&lt;br /&gt;É o braço do abeto a bater na vidraça?&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;E o ponteiro pequeno a caminho da meta!&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;Cala-te, vento velho!&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;É o Natal que passa,&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;A trazer-me da água a infância ressurrecta.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;Da casa onde nasci via-se perto o rio.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;Tão novos os meus Pais, tão novos no passado!&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;E o Menino nascia a bordo de um navio&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;Que ficava, no cais, à noite iluminado...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;Ó noite de Natal, que travo a maresia!&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;Depois fui não sei quem que se perdeu na terra.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;E quanto mais na terra a terra me envolvia&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;E quanto mais na terra fazia o norte de quem erra.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;Vem tu, Poesia, vem, agora conduzir-me&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;À beira desse cais onde Jesus nascia...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;Serei dos que afinal, errando em terra firme,&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;Precisam de Jesus, de Mar, ou de Poesia?&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(David Mourão-Ferreira)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5540199622672560094-683815001925031087?l=pecadorig.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pecadorig.blogspot.com/feeds/683815001925031087/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pecadorig.blogspot.com/2008/12/despropsito-e-porque-natal.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5540199622672560094/posts/default/683815001925031087'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5540199622672560094/posts/default/683815001925031087'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pecadorig.blogspot.com/2008/12/despropsito-e-porque-natal.html' title='A (des)propósito e porque é Natal...'/><author><name>Brites Araújo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12824385559759733273</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_gB0DsHUnZz0/TOSw6PeAmYI/AAAAAAAAAEc/5aq45mqwJZ0/S220/DSC00713II.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5540199622672560094.post-6586649363389258398</id><published>2008-12-27T20:57:00.000-08:00</published><updated>2008-12-27T21:42:23.097-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='&quot;Somos todos quem nos supusemos&quot;'/><title type='text'>Dia Zero</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_gB0DsHUnZz0/SVcI2aZ3YUI/AAAAAAAAAAM/HJ5VuvqPWco/s1600-h/paula-rego-m-cao.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5284702418636333378" style="DISPLAY: block; 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